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Por trás do dia 8 de Março

23:45


Parabéns, mulheres.
Mas antes de tudo, vale a pena conhecer um pouco da história e do verdadeiro significado do dia 8 de março. Muita gente não sabe que o dia foi escolhido na Dinamarca. O dia 8 do mês de março seria o "Dia Internacional da Mulher", como forma eternizar e homenagear as 130 operárias de uma fábrica de tecidos da  cidade de Nova York, que foram trancadas e queimadas após fazerem greve reivindicando melhores condições no trabalho, salário igual ao dos homens e que fossem tratadas dignamente. Mais uma das muitas atrocidades que marcaram a nossa linha do tempo.
Até chegarmos ao momento "Dilma, capa da Forbes", muita coisa aconteceu!
Em 1975, através de decreto, a Organização das Nações Unidas ( ONU ), oficializou a data, e desde então, 8 de março é um dia em que recebemos flores, presentes e inúmeros "parabéns".
Dá pra acreditar que há um século as mulheres não tinham o direito de votar na maior parte dos países do mundo?

Aqui vão algumas imagens para celebrar e ilustrar um pouco a data:

Operárias da fábrica novaiorquina, que deram origem à data.

O primeiro voto feminino, preconizado pela Nova Zelândia em 1893.

A linda Rose Sanderson, segurando o trompete, ao lado das suas militantes em prol do voto feminino nos EUA em 1913.

Claro, os obstáculos sempre existiram. Igualdade causava revolta para alguns. Movimento anti-sufragista nos Estados Unidos da América.

 O Bra-Burning (a famosa queima de sutiãs dos EUA em 1968)

Celina Guimarães Viana, uma professora potiguar, que invocou o artigo 17 da lei eleitoral do Rio Grande do Norte, de 1926: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei”. Valeu, Celina!



Em 1919, Bertha Lutz voltou ao Brasil recém-graduada da Universidade Sorbonne, e fundou a Liga para a  Emancipação Intelectual da Mulher. O movimento tomou força e em 22, com a participação de Bertha na 1° Conferência Pan-Americana de Mulheres, tornou-se Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, FBPF. A principal reivindicação era o sufrágio feminino, para que a partir daí as mulheres adentrassem espaços tradicionalmente masculinos e pudessem alçar voos mais altos. Como a própria Bertha  colocava que "o sufrágio feminino não é um fim em si mesmo, mas sim um instrumento a ser usado para melhorar a condição das mulheres".

Entre homens, Lauren Silberman se destacou como a primeira mulher a tentar uma vaga na NFL (Liga de Futebol Americano).

Graziela Ramalho é a primeira mulher da PCDF a concluir o Curso de Operações Policiais Especiais no dia de ontem.

Dilma: mulher E brasileira no topo. Precisa dizer mais alguma coisa?

Lendo uma matéria da Revista Isto É, notei a diferença  do feminismo de antes e o "novo feminismo", como a matéria mesmo entitula. Hoje as mulheres não reivindicam melhores condições de trabalho ou direito a voto, as mulheres de hoje são capazes de usar o corpo como forma de expressão, protestam com ousadia e irreverência e têm como bandeira a liberdade, a diversidade e a defesa das minorias. Protestam contra a violência sexual, violência doméstica (grande problema no cenário brasileiro), a prostituição, questionam o capitalismo e as violações de direitos de comunidades indígenas femininas, e diversos outros assuntos de extrema relvância.

Ativistas do grupo Femen na Ucrânia.


Michelle Bachelet, da ONU, discursandp na Cúpula das Mulheres.



Como falar em 8 de março, dia das mulheres, direitos das mulheres sem falar em Maria da Penha? A Lei nº 11.340/2006, que regulamenta os casos de violência doméstica e familiar praticados contra a mulher, é conhecida por “Lei Maria da Penha”. Recebeu este nome em homenagem a “Maria da Penha”, que protagonizou um caso simbólico de violência doméstica e familiar contra a mulher.








FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

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